De passagem pelo Penedo da Saudade, cruzei-me com este poema de Manuel Alegre:
De Coimbra, fica um rio e uma saudade
Cavaleiros andantes, Dulcineias
De Coimbra, fica a breve eternidade
Do Mondego, a correr em nossas veias
De Coimbra, fica o sonho, fica a graça
Antero de revolta, capa à solta
De Coimbra, fica um tempo que não passa
Neste passar de um tempo que não volta
O tempo não passa por Coimbra. Podia fazer aqui uma (enorme) lista de coisas que nunca mudam naquela cidade. Mas não vale a pena. Quem por lá passou sabe do que falo; quem nunca viu Coimbra como uma casa não ia perceber, por mais que me esforçasse com explicações inúteis.
domingo, 16 de novembro de 2008
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