segunda-feira, 27 de outubro de 2008

mea culpa

Ao longo do último mês, RMS esteve em Londres (uma vez), Penafiel (outra vez), Pombal (três vezes) e Alfafar (cinco vezes). Não só mas também por isso, não escreveu. E agora se penitencia perante os três leitores do blogue com nome de crepe.

PS. RMS aproveita a ocasião para recomendar a leitura da coluna de Ferreira Fernandes no DN de ontem, onde nos é explicado que "os cidadãos do país mais industrial do mundo e com as melhores orquestras sinfónicas votam por regras ditadas pelos camponeses do Kentucky dos meados do século XIX". Simplesmente, genial.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Novo hino nacional

Mais de 1700 portugueses gostavam que o actual hino nacional fosse substituído pela canção "Movimento Perpétuo Associativo", dos Deolinda. A petição está online e pode ser assinada aqui.
Razões para mandar “A Portuguesa” para a reciclagem? Os autores da petição defendem que “o tempo dos ‘heróis do mar’ já lá vai há muito”; e que “os portugueses já não são um ‘nobre povo’, nem uma ‘nação valente’”. Em suma: “não faz sentido mantermos um hino que reflecte um nacionalismo tacanho e bélico […] e que está completamente desactualizado e desfocado da realidade do país”.
A letra de “Movimento Perpétuo Associativo” está muito mais próxima daquilo que é o pensamento português. Basta confrontar os primeiros e últimos versos da canção:
“Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!

e

“Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...”

Naturalmente, tudo isto não passa de uma brincadeira. As 1700 pessoas que assinaram a petição não querem mesmo trocar “A Portuguesa” pelo “Movimento Perpétuo Associativo”. Trata-se apenas de uma piada e de uma forma de alertar para a necessidade de mudança de mentalidades do país. E, de facto, parece que a graçola é mais que justificada. Segundo Nuno Markl, já há por aí muita gente indignada, que anda a enviar mensagens carregadas de ira aos subscritores da petição. Parece que há pessoas que consideram a petição uma piada de mau gosto e defendem com unhas e dentes a dignidade d’A Portuguesa”.
Se o caro leitor for uma dessas pessoas de sentido de humor limitado, pode aproveitar para desabafar já aqui, porque, obviamente, eu também assinei a petição. É no final deste texto, onde diz “0 chocolates”. Não se acanhe.





(nunca é demais salientar: os Deolinda são mesmo um dos projectos musicais mais interessantes e geniais dos últimos tempos, catano!)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

constatação

“- Já tem ficha de cliente na nossa loja?
- Não.
- Então, diga-me o seu nome, por favor.
- SMF
- Profissão?
- estu… erhm… jornalista”


É estranho trocar de profissão, depois de quinze anos de “trabalho”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"A" opinião

A propósito da votação de hoje:

"O casamento homossexual, com a plenitude dos direitos típicos desse instituto jurídico, bem como a possibilidade de adopção reconhecida a casais homossexuais, é uma prova da maturidade das sociedades. (...) Cada Governo que adia esta questão adia a humanidade".
valter hugo mãe, escritor

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Para bom entendedor...

Lisboa, 03 Out (Lusa) - O líder nacionalista Mário Machado, hoje condenado a prisão efectiva por discriminação racial e outros crimes, mostrou-se revoltado com a sentença, sustentando que "quem merecia a prisão eram os pretos e os ciganos que andam aos tiros, como aconteceu na Quinta da Fonte".

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Há pouco, na Sic Notícias...

... os quatro elementos do Gato Fedorento admitiam que não atingiram os seus objectivos em alguns episódios do “Diz que é uma espécie de Magazine”. Que houve semanas em que o programa quase não teve graça. Que é difícil manter o nível de qualidade perante a exigência de produzir humor semanalmente.

É bom ver que, apesar do sucesso, estes humoristas continuam a ter humildade e sentido crítico. Sempre preferi as séries de sketches ao “Diz que é uma espécie de Magazine”. Acho muito mais piada ao Gato Fedorento non sense do que àquele que brinca com a actualidade. Claro que é sempre engraçado ver o RAP a imitar o Valentim Loureiro ou o Sócrates. Claro que o sketch do Marcelo Rebelo de Sousa é fantástico. Mas estes são apenas alguns momentos bons no meio de várias actuações medíocres. Havia programas em que quase não me ria, o que era impensável na altura das saudosas séries Fonseca e Meireles.

No entanto, a maioria dos portugueses parece discordar da minha opinião. E no próximo domingo, lá vamos ver o Gato Fedorento a parodiar a política nacional. Nesta altura, especula-se sobre a identidade de “Zé Carlos”, o indivíduo que vai dar nome ao programa. Ora eu, assim de repente, lembro-me deste Zé Carlos, da altura em que o Gato Fedorento tinha muita piada:





Mas o sketch mais marcante de todas as séries é, definitivamente, o que se segue. Não sei se será o melhor de todos, porque não consigo escolher o meu preferido entre tantos que gosto. Mas este é, sem dúvida, o sketch que mais vezes vi. E rio-me sempre, apesar de já saber as piadas todas de cor...