O rato da imagem foi uma das minhas maiores referências de vida praí até aos dez anos.
Hoje, celebra o 80º aniversário. Parabéns.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Coimbra (de) sempre
De passagem pelo Penedo da Saudade, cruzei-me com este poema de Manuel Alegre:
De Coimbra, fica um rio e uma saudade
Cavaleiros andantes, Dulcineias
De Coimbra, fica a breve eternidade
Do Mondego, a correr em nossas veias
De Coimbra, fica o sonho, fica a graça
Antero de revolta, capa à solta
De Coimbra, fica um tempo que não passa
Neste passar de um tempo que não volta
O tempo não passa por Coimbra. Podia fazer aqui uma (enorme) lista de coisas que nunca mudam naquela cidade. Mas não vale a pena. Quem por lá passou sabe do que falo; quem nunca viu Coimbra como uma casa não ia perceber, por mais que me esforçasse com explicações inúteis.
De Coimbra, fica um rio e uma saudade
Cavaleiros andantes, Dulcineias
De Coimbra, fica a breve eternidade
Do Mondego, a correr em nossas veias
De Coimbra, fica o sonho, fica a graça
Antero de revolta, capa à solta
De Coimbra, fica um tempo que não passa
Neste passar de um tempo que não volta
O tempo não passa por Coimbra. Podia fazer aqui uma (enorme) lista de coisas que nunca mudam naquela cidade. Mas não vale a pena. Quem por lá passou sabe do que falo; quem nunca viu Coimbra como uma casa não ia perceber, por mais que me esforçasse com explicações inúteis.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Tony Carreira e Popota, o par romantico deste Natal
Afinal, os suplementos de Economia dos jornais até podem trazer notícias engraçadas. Hilariantes, até. Hoje, quando folheava o caderno de Economia do Expresso - rapidamente e em modo "piloto automático", como habitual - vi-me obrigada a parar na página 36. Motivo: imagens de desenhos animados em forma de hipopótamo. Lembram-se da Popota, a mascote do Modelo no Natal passado? Era ela. Mas estava acompanhada de um hipopótamo de cabelinho esquisito. Era o Tony Carreira. Sim, esse mesmo. O cantor romântico português que plagia músicas mexicanas.
Parece que o Tony se associou à campanha do Modelo e gravou um CD com 12 músicas. Parte das receitas (provavelmente astronómicas) do álbum revertem a favor do projecto Causa Maior. Até aqui tudo bem, parece-me uma bela jogada de marketing do Modelo. Mas havia mesmo necessidade de transformar o Tony num hipopótamo pateta? A avaliar pelas imagens publicadas no Expresso, a resposta é: "sim, sem dúvida". É que o hipopótamo Tony faz par romântico com a Popota. Juntos, vão cantar, dançar e encarnar personagens de filmes como "Cinderela" e "Titanic". A famosa cena na proa do Titanic está lá, claro. Os olhares melosos também. As semelhanças entre o hipopótamo e Tony Carreira... nem por isso. Mas talvez seja problema das fotos, já que a Pópata aparece quase sempre em grande plano, a exibir os seus vestidos diferentes.
Eu, que gosto de bonecos e coisas parvas, estou ansiosa para ver o anúncio. E consta que não vou ter de esperar muito: as imagens devem começar a circular já nesta semana. Afinal, "o Natal está mesmo aí a porta".
Parece que o Tony se associou à campanha do Modelo e gravou um CD com 12 músicas. Parte das receitas (provavelmente astronómicas) do álbum revertem a favor do projecto Causa Maior. Até aqui tudo bem, parece-me uma bela jogada de marketing do Modelo. Mas havia mesmo necessidade de transformar o Tony num hipopótamo pateta? A avaliar pelas imagens publicadas no Expresso, a resposta é: "sim, sem dúvida". É que o hipopótamo Tony faz par romântico com a Popota. Juntos, vão cantar, dançar e encarnar personagens de filmes como "Cinderela" e "Titanic". A famosa cena na proa do Titanic está lá, claro. Os olhares melosos também. As semelhanças entre o hipopótamo e Tony Carreira... nem por isso. Mas talvez seja problema das fotos, já que a Pópata aparece quase sempre em grande plano, a exibir os seus vestidos diferentes.
Eu, que gosto de bonecos e coisas parvas, estou ansiosa para ver o anúncio. E consta que não vou ter de esperar muito: as imagens devem começar a circular já nesta semana. Afinal, "o Natal está mesmo aí a porta".
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
mea culpa
Ao longo do último mês, RMS esteve em Londres (uma vez), Penafiel (outra vez), Pombal (três vezes) e Alfafar (cinco vezes). Não só mas também por isso, não escreveu. E agora se penitencia perante os três leitores do blogue com nome de crepe.
PS. RMS aproveita a ocasião para recomendar a leitura da coluna de Ferreira Fernandes no DN de ontem, onde nos é explicado que "os cidadãos do país mais industrial do mundo e com as melhores orquestras sinfónicas votam por regras ditadas pelos camponeses do Kentucky dos meados do século XIX". Simplesmente, genial.
PS. RMS aproveita a ocasião para recomendar a leitura da coluna de Ferreira Fernandes no DN de ontem, onde nos é explicado que "os cidadãos do país mais industrial do mundo e com as melhores orquestras sinfónicas votam por regras ditadas pelos camponeses do Kentucky dos meados do século XIX". Simplesmente, genial.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Novo hino nacional
Mais de 1700 portugueses gostavam que o actual hino nacional fosse substituído pela canção "Movimento Perpétuo Associativo", dos Deolinda. A petição está online e pode ser assinada aqui.
Razões para mandar “A Portuguesa” para a reciclagem? Os autores da petição defendem que “o tempo dos ‘heróis do mar’ já lá vai há muito”; e que “os portugueses já não são um ‘nobre povo’, nem uma ‘nação valente’”. Em suma: “não faz sentido mantermos um hino que reflecte um nacionalismo tacanho e bélico […] e que está completamente desactualizado e desfocado da realidade do país”.
A letra de “Movimento Perpétuo Associativo” está muito mais próxima daquilo que é o pensamento português. Basta confrontar os primeiros e últimos versos da canção:
“Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!
e
“Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...”
Naturalmente, tudo isto não passa de uma brincadeira. As 1700 pessoas que assinaram a petição não querem mesmo trocar “A Portuguesa” pelo “Movimento Perpétuo Associativo”. Trata-se apenas de uma piada e de uma forma de alertar para a necessidade de mudança de mentalidades do país. E, de facto, parece que a graçola é mais que justificada. Segundo Nuno Markl, já há por aí muita gente indignada, que anda a enviar mensagens carregadas de ira aos subscritores da petição. Parece que há pessoas que consideram a petição uma piada de mau gosto e defendem com unhas e dentes a dignidade d’A Portuguesa”.
Se o caro leitor for uma dessas pessoas de sentido de humor limitado, pode aproveitar para desabafar já aqui, porque, obviamente, eu também assinei a petição. É no final deste texto, onde diz “0 chocolates”. Não se acanhe.
(nunca é demais salientar: os Deolinda são mesmo um dos projectos musicais mais interessantes e geniais dos últimos tempos, catano!)
Razões para mandar “A Portuguesa” para a reciclagem? Os autores da petição defendem que “o tempo dos ‘heróis do mar’ já lá vai há muito”; e que “os portugueses já não são um ‘nobre povo’, nem uma ‘nação valente’”. Em suma: “não faz sentido mantermos um hino que reflecte um nacionalismo tacanho e bélico […] e que está completamente desactualizado e desfocado da realidade do país”.
A letra de “Movimento Perpétuo Associativo” está muito mais próxima daquilo que é o pensamento português. Basta confrontar os primeiros e últimos versos da canção:
“Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!
e
“Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...”
Naturalmente, tudo isto não passa de uma brincadeira. As 1700 pessoas que assinaram a petição não querem mesmo trocar “A Portuguesa” pelo “Movimento Perpétuo Associativo”. Trata-se apenas de uma piada e de uma forma de alertar para a necessidade de mudança de mentalidades do país. E, de facto, parece que a graçola é mais que justificada. Segundo Nuno Markl, já há por aí muita gente indignada, que anda a enviar mensagens carregadas de ira aos subscritores da petição. Parece que há pessoas que consideram a petição uma piada de mau gosto e defendem com unhas e dentes a dignidade d’A Portuguesa”.
Se o caro leitor for uma dessas pessoas de sentido de humor limitado, pode aproveitar para desabafar já aqui, porque, obviamente, eu também assinei a petição. É no final deste texto, onde diz “0 chocolates”. Não se acanhe.
(nunca é demais salientar: os Deolinda são mesmo um dos projectos musicais mais interessantes e geniais dos últimos tempos, catano!)
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
constatação
“- Já tem ficha de cliente na nossa loja?
- Não.
- Então, diga-me o seu nome, por favor.
- SMF
- Profissão?
- estu… erhm… jornalista”
É estranho trocar de profissão, depois de quinze anos de “trabalho”.
- Não.
- Então, diga-me o seu nome, por favor.
- SMF
- Profissão?
- estu… erhm… jornalista”
É estranho trocar de profissão, depois de quinze anos de “trabalho”.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
"A" opinião
A propósito da votação de hoje:
"O casamento homossexual, com a plenitude dos direitos típicos desse instituto jurídico, bem como a possibilidade de adopção reconhecida a casais homossexuais, é uma prova da maturidade das sociedades. (...) Cada Governo que adia esta questão adia a humanidade".
valter hugo mãe, escritor
"O casamento homossexual, com a plenitude dos direitos típicos desse instituto jurídico, bem como a possibilidade de adopção reconhecida a casais homossexuais, é uma prova da maturidade das sociedades. (...) Cada Governo que adia esta questão adia a humanidade".
valter hugo mãe, escritor
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