Daqui a pouco realiza-se o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões.
O meu grupo preferido era este: Lyon, FC Porto, Basileia e BATE Borisov.
Mas já em criança tinha a saudável distracção de encenar os sorteios. E saí-me bem. Hoje, as bolinhas vão ditar isto:
Grupo D: Chelsea, FC Porto, Marselha e Anorthosis.
Grupo F: Manchester United, Sporting, Fenerbahçe e Cluj.
Vai uma aposta?
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Adeus, Travian
"Caros jogadores de Travian,
O sol já se tinha levantado mas os trabalhadores da metrópoles WWK GOP WW continuaram a trabalhar para acabar o seu prodigioso monumento. Hoje, 27.08.08 pelas 00:38, um trabalhador terminou aquele que é, provavelmente, o maior e mais formidável edifício na história de Travian desde a queda do império dos Natars.
Juntamente com a sua aliança WWKGOP R" o "moki" foi o primeiro a terminar a sua construção usando milhões de recursos e protegendo-o com centenas de milhares de bravos defensores, recebendo assim o título de “vencedor desta era”.
No final o "JMLF" foi governador do mais grandioso império seguido de perto pelo "Trombadinha" e UlissesLeo".
O mais poderoso e mais temido comandante foi "stblink" assim como doraemonpt foi o mais glorioso defensor assassinando as hostes inimigas às suas portas manchando as terras à volta das suas aldeias com o seu sangue.
Nós como equipa de administração do Travian queremos agradecer a quem permaneceu até ao final pela sua inestimável lealdade e compreensão mostrando-nos quando algo não corria tão bem como devia.
Os melhores cumprimentos,
A vossa equipa Travian"
Assim terminou um ciclo atípico da minha vida. Nunca fui muita dada a jogos, muito menos a jogos online, que exigem grande disponibilidade de tempo. Mas o travian é uma recordação engraçada, que trouxe do estágio no JN. Foi lá que, em Setembro, me deixei conquistar pelo vício que consumia uma boa parte da redacção. Agora que o jogo acabou, do estágio já só restam mesmo as saudades.
Naturalmente, não me vou meter num vício semelhante ao travian nos próximos tempos. Aliás, ultimamente, já jogava com “sacrifício pessoal” (como dizia o outro). Na semana passada até me esqueci de jogar durante três dias, o que me fez ficar com bola vermelha. Na verdade, contribuí para o fracasso da minha aliança, que era considerada por muitos favorita à vitória do servidor e acabou por perder... [caro leitor, se não é travianólico ignore todas estas referências a bolas vermelhas, alianças e servidor. Obrigada]
Agora, aguardo ansiosamente por um novo vício parvo. Sim, porque os jornalistas (ou serei só eu?) têm sempre um vício estúpido para entremear com o trabalho em frente ao computador. Nos tempos da Cabra e da saudosa Secção de Jornalismo (humpf!) jogava puzzle booble; no JN reinava o travian. E seguir, o que virá? Aceitam-se sugestões ;)
O sol já se tinha levantado mas os trabalhadores da metrópoles WWK GOP WW continuaram a trabalhar para acabar o seu prodigioso monumento. Hoje, 27.08.08 pelas 00:38, um trabalhador terminou aquele que é, provavelmente, o maior e mais formidável edifício na história de Travian desde a queda do império dos Natars.
Juntamente com a sua aliança WWKGOP R" o "moki" foi o primeiro a terminar a sua construção usando milhões de recursos e protegendo-o com centenas de milhares de bravos defensores, recebendo assim o título de “vencedor desta era”.
No final o "JMLF" foi governador do mais grandioso império seguido de perto pelo "Trombadinha" e UlissesLeo".
O mais poderoso e mais temido comandante foi "stblink" assim como doraemonpt foi o mais glorioso defensor assassinando as hostes inimigas às suas portas manchando as terras à volta das suas aldeias com o seu sangue.
Nós como equipa de administração do Travian queremos agradecer a quem permaneceu até ao final pela sua inestimável lealdade e compreensão mostrando-nos quando algo não corria tão bem como devia.
Os melhores cumprimentos,
A vossa equipa Travian"
Assim terminou um ciclo atípico da minha vida. Nunca fui muita dada a jogos, muito menos a jogos online, que exigem grande disponibilidade de tempo. Mas o travian é uma recordação engraçada, que trouxe do estágio no JN. Foi lá que, em Setembro, me deixei conquistar pelo vício que consumia uma boa parte da redacção. Agora que o jogo acabou, do estágio já só restam mesmo as saudades.
Naturalmente, não me vou meter num vício semelhante ao travian nos próximos tempos. Aliás, ultimamente, já jogava com “sacrifício pessoal” (como dizia o outro). Na semana passada até me esqueci de jogar durante três dias, o que me fez ficar com bola vermelha. Na verdade, contribuí para o fracasso da minha aliança, que era considerada por muitos favorita à vitória do servidor e acabou por perder... [caro leitor, se não é travianólico ignore todas estas referências a bolas vermelhas, alianças e servidor. Obrigada]
Agora, aguardo ansiosamente por um novo vício parvo. Sim, porque os jornalistas (ou serei só eu?) têm sempre um vício estúpido para entremear com o trabalho em frente ao computador. Nos tempos da Cabra e da saudosa Secção de Jornalismo (humpf!) jogava puzzle booble; no JN reinava o travian. E seguir, o que virá? Aceitam-se sugestões ;)
terça-feira, 26 de agosto de 2008
momentos
Ele fora renovar o Cartão Jovem a uma estação dos correios de uma cidade do centro do país. Enquanto o atendia, a funcionária dialogova com uma colega, alta voz, para quem queria ouvir.
"Funcionária 1 - Ela até te ultrapassa.
Funcionária 2 - Não, mesmo assim não.
F1 - Mas não ficaram assim depois de amamentares?
F2 - Não, até ficaram maiores.
F1 - Pois... mas ficaram mais flácidas?
F2 - Não, até estão mais rijas.
F1 - São oito euros, por favor."
Jurou que, da próxima vez, renova o cartão através da internet.
"Funcionária 1 - Ela até te ultrapassa.
Funcionária 2 - Não, mesmo assim não.
F1 - Mas não ficaram assim depois de amamentares?
F2 - Não, até ficaram maiores.
F1 - Pois... mas ficaram mais flácidas?
F2 - Não, até estão mais rijas.
F1 - São oito euros, por favor."
Jurou que, da próxima vez, renova o cartão através da internet.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Opção de vida
Vou passar a fazer aniversário todos os meses. Os meus conhecimentos de matemática – bem inferiores aos de uma criança de dez anos – são suficientes para perceber que o meu mealheiro enche mais facilmente num só dia de aniversário do que num mês de trabalho como jornalista precária.
domingo, 24 de agosto de 2008
Adeus olímpico
Os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 chegaram hoje ao fim com dois homens e uma nação a entrarem para a história. O maior atleta olímpico de sempre (Michael Phelps) e o homem mais rápido do Mundo (Usain Bolt) foram as duas grandes figuras dos Jogos e só não assumiram maior protagonismo porque Pequim assistiu também à afirmação da China como novo potência desportiva. Uma afirmação conseguida à custa de modalidades que no Ocidente são consideradas menores (ginásticas, ténis de mesa ou halterofilismo) é certo, mas mais uma prova do expansionismo do império do Meio, em vias de tornar-se a maior potência económica, desportiva - e quiçá política e militar - do Mundo.
Quanto à prestação desportiva portuguesa, julgo que fica bem resumida neste curto texto que fiz há pouco para o DN:
"Apesar das duas medalhas e sete diplomas, não há como fugir-lhe: a prestação portuguesa em Pequim ficou àquem das expectativas.
O líder do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, apostara na conquista de quatro (ou cinco) medalhas e de 60 pontos. A representação lusa ficou-se por menos de metade. Nelson Évora e Vanessa Fernandes cumpriram o esperado e Gustavo Lima ficou muito perto. De resto, houve surpresas na marcha e no remo e Pedro Póvoa (taekwondo) até foi 7º, apesar de não vencer qualquer combate. No judo e na vela, quase todos ficaram em posições cimeiras (top-12), mas falharam na aproximação às medalhas - Telma Monteiro à cabeça.
De resto, o currículo de Naide Gomes (campeã da Europa em 2006) e João Costa (nº 1 do Mundo em pistola livre) prometia mais do que a eliminação precoce. No atletismo, o grosso da comitiva ficou àquem dos máximos pessoais; na natação salvaram-se alguns recordes".
Já a inexperiência mediática / soninho de Marco Fortes ou o comportamento "político" vergonhosos de Vicente Moura são contas de outro rosário.
Quanto à prestação desportiva portuguesa, julgo que fica bem resumida neste curto texto que fiz há pouco para o DN:
"Apesar das duas medalhas e sete diplomas, não há como fugir-lhe: a prestação portuguesa em Pequim ficou àquem das expectativas.
O líder do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, apostara na conquista de quatro (ou cinco) medalhas e de 60 pontos. A representação lusa ficou-se por menos de metade. Nelson Évora e Vanessa Fernandes cumpriram o esperado e Gustavo Lima ficou muito perto. De resto, houve surpresas na marcha e no remo e Pedro Póvoa (taekwondo) até foi 7º, apesar de não vencer qualquer combate. No judo e na vela, quase todos ficaram em posições cimeiras (top-12), mas falharam na aproximação às medalhas - Telma Monteiro à cabeça.
De resto, o currículo de Naide Gomes (campeã da Europa em 2006) e João Costa (nº 1 do Mundo em pistola livre) prometia mais do que a eliminação precoce. No atletismo, o grosso da comitiva ficou àquem dos máximos pessoais; na natação salvaram-se alguns recordes".
Já a inexperiência mediática / soninho de Marco Fortes ou o comportamento "político" vergonhosos de Vicente Moura são contas de outro rosário.
sábado, 23 de agosto de 2008
Constatação
Mikael Carreira canta o sofrimento de um quarentão largado pela mulher mas não tem sequer uma pontinha de barba a despontar na cara.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Double Post: a resposta
Parte 1
Ontem, SMF pediu o apocalipse dos trabalhadores, de valter hugo mãe. Hoje SMF recebeu o apocalipse dos trabalhadores, de valter hugo mãe. Neste blog as coisas funcionam assim. Eu quero cinco milhões de euros e um pão com Nutella, faxabor.
Parte 2
O desempenho de Nelson Évora na final do triplo salto é, a todos os títulos, louvável. E a sua humildade rima com grandeza quando comparada com o mau perder do inglês arrogante de cabelo esquisito.
Mas ontem Portugal também ganhou outra medalha, a do oportunismo político. E isso é pena.
Ontem, SMF pediu o apocalipse dos trabalhadores, de valter hugo mãe. Hoje SMF recebeu o apocalipse dos trabalhadores, de valter hugo mãe. Neste blog as coisas funcionam assim. Eu quero cinco milhões de euros e um pão com Nutella, faxabor.
Parte 2
O desempenho de Nelson Évora na final do triplo salto é, a todos os títulos, louvável. E a sua humildade rima com grandeza quando comparada com o mau perder do inglês arrogante de cabelo esquisito.
Mas ontem Portugal também ganhou outra medalha, a do oportunismo político. E isso é pena.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Double post
Parte 1
Quero este:

Só para ficar sabedor [ler com sotaque brasileiro, p.f., para ter alguma piada].
Parte 2
Ainda que pasta “Jogos Olímpicos” pertença (justamente) ao meu companheiro de bloguíces, não posso deixar de assinalar a vitória conquistada hoje por Nelson Évora. Apesar de todos os exageros a que vamos assistir nos próximos dias – Nelson Évora e Vanessa Fernandes vão ser repetidamente lembrados como os heróis cá do bairro, com enjoativas homenagens nos media; as polémicas em torno dos atletas que gostam de estar na caminha ou dos cavalos que se assustam com as luzes dos ecrãs vão ser esquecidas (Vicente Moura afinal até já vai repensar a candidatura em 2009!); por uns tempos, os portugueses não se vão lembrar da badalada crise económica, das brincadeiras de Cavaco Silva, do regresso de férias de Sócrates, dos tiroteios, assaltos, mortes e insegurança que se diz que ameaçam o país, nem do final de mais um namoro de Elsa Raposo – estou orgulhosa do rapaz (e da Vanessa também, claro).
Faz bem ao país ter alguém que, de vez em quando, se destaque pela positiva em alguma coisa. Faz bem ao país encher-se de orgulho e patriotismo por causa de qualquer outro desporto que não o futebol. Faz bem ao país ver que ainda há jovens que são bons naquilo que fazem, que lutam, alcançam os seus objectivos e (bónus!) conservam a sua humildade. Por isso, amanhã talvez até alinhe um pouco na onda de nacionalismo exacerbado. Mas, calma, conto voltar ao estado normal logo no sábado.
Quero este:

Só para ficar sabedor [ler com sotaque brasileiro, p.f., para ter alguma piada].
Parte 2
Ainda que pasta “Jogos Olímpicos” pertença (justamente) ao meu companheiro de bloguíces, não posso deixar de assinalar a vitória conquistada hoje por Nelson Évora. Apesar de todos os exageros a que vamos assistir nos próximos dias – Nelson Évora e Vanessa Fernandes vão ser repetidamente lembrados como os heróis cá do bairro, com enjoativas homenagens nos media; as polémicas em torno dos atletas que gostam de estar na caminha ou dos cavalos que se assustam com as luzes dos ecrãs vão ser esquecidas (Vicente Moura afinal até já vai repensar a candidatura em 2009!); por uns tempos, os portugueses não se vão lembrar da badalada crise económica, das brincadeiras de Cavaco Silva, do regresso de férias de Sócrates, dos tiroteios, assaltos, mortes e insegurança que se diz que ameaçam o país, nem do final de mais um namoro de Elsa Raposo – estou orgulhosa do rapaz (e da Vanessa também, claro).
Faz bem ao país ter alguém que, de vez em quando, se destaque pela positiva em alguma coisa. Faz bem ao país encher-se de orgulho e patriotismo por causa de qualquer outro desporto que não o futebol. Faz bem ao país ver que ainda há jovens que são bons naquilo que fazem, que lutam, alcançam os seus objectivos e (bónus!) conservam a sua humildade. Por isso, amanhã talvez até alinhe um pouco na onda de nacionalismo exacerbado. Mas, calma, conto voltar ao estado normal logo no sábado.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
humor olímpico
Ponto prévio: não acho que os 14 milhões de euros alegadamente investidos no projecto olímpico português tenham sido mal gastos. Há casos bem mais graves de desbaratamento de dinheiros públicos e nem é preciso falar de alguns dos estádios do Euro 2004.
Além disso, não faz sentido o argumento "se é para nos envergonharem, mais vale não irem". Se apenas forem os melhores dos melhores aos Jogos Olímpicos, Portugal há-de levar continuamente uma comitiva de 15/20 pessoas e os outros atletas/desportos hão-de prosseguir sem perspectivas de evolução. É isso que queremos? Eu acho que não. E da mesma forma que há portugueses com desempenhos sofríveis, também haverá chineses, estado-unidenses e britânicos nas mesmas condições. A diferença é que eles são muitos e um fracasso não dá tanto nas vistas...
Da mesma forma, é evidente que há casos de atletas com uma manifesta falta de jeito (ou prática) para lidar com os jornalistas (essa classe horrível) que por isso dizem aquilo que não querem ou que não pensaram - sim, também há atletas olimpicos que não pensam, isso não acontece só no futebol.
Feita esta declaração de interesses, importa referir que tal não me impede de rir a valer dos epísódios mais caricatos da missão olímpica portuguesa.
Nesse aspecto, dois senhores da escrita criativa, Jorge Vaz Nande e João Miguel Tavares [peço o kink emprestado a outro blog, porque o site do DN ainda não é aquilo que há-de ser], deram-me uma grande ajuda.
Mas não é possível ficar por aí sem lembrar dois episódios curiosos do dia de hoje:
1. No taekwondo (prova com 16 concorrentes), Pedro Póvoa perdeu um combate, foi repescado e perdeu outro combate. Saldo final: dois combates, duas derrotas. Posição? 7º lugar.
Alguém que perceba minimamente de taekwondo (da vasta falange de leitores do beethoven-de-chocolate, alguém há-de perceber...) consegue explicar-me como é que o moço perdeu dois combates e chegou ao sétimo lugar?
Ok, talvez seja melhor não explicarem. Prefiro ficar a saborear a melhor prestação portuguesa dos Jogos Olímpicos. Afinal, com duas derrotas, Pedro Póvoa deu dois pontos a Portugal na classificação final dos Jogos (melhor, só Vanessa Fernandes e Gustavo Lima). [NDR: as classificações olímpicas do 1º ao 8º posto recebem pontuações de oito até um ponto, respectivamente].
2. Na prova de maratona de águas abertas (natação), participou a sul-africana Natalie Du Toit. O extraordinário do facto é que Natalie é amputada (da perna esquerda) e se tornou na primeira mulher nessa condição a participar nos Jogos Olimpicos. Explicação extra: Natalie nadou dez quilómetros - a prova dura cerca de duas hora - só com uma perna, sem prótese, e ficou no 16º lugar, entre 25 participantes. Bónus: a portuguesa Daniela Inácio ficou em 17º.
Além disso, não faz sentido o argumento "se é para nos envergonharem, mais vale não irem". Se apenas forem os melhores dos melhores aos Jogos Olímpicos, Portugal há-de levar continuamente uma comitiva de 15/20 pessoas e os outros atletas/desportos hão-de prosseguir sem perspectivas de evolução. É isso que queremos? Eu acho que não. E da mesma forma que há portugueses com desempenhos sofríveis, também haverá chineses, estado-unidenses e britânicos nas mesmas condições. A diferença é que eles são muitos e um fracasso não dá tanto nas vistas...
Da mesma forma, é evidente que há casos de atletas com uma manifesta falta de jeito (ou prática) para lidar com os jornalistas (essa classe horrível) que por isso dizem aquilo que não querem ou que não pensaram - sim, também há atletas olimpicos que não pensam, isso não acontece só no futebol.
Feita esta declaração de interesses, importa referir que tal não me impede de rir a valer dos epísódios mais caricatos da missão olímpica portuguesa.
Nesse aspecto, dois senhores da escrita criativa, Jorge Vaz Nande e João Miguel Tavares [peço o kink emprestado a outro blog, porque o site do DN ainda não é aquilo que há-de ser], deram-me uma grande ajuda.
Mas não é possível ficar por aí sem lembrar dois episódios curiosos do dia de hoje:
1. No taekwondo (prova com 16 concorrentes), Pedro Póvoa perdeu um combate, foi repescado e perdeu outro combate. Saldo final: dois combates, duas derrotas. Posição? 7º lugar.
Alguém que perceba minimamente de taekwondo (da vasta falange de leitores do beethoven-de-chocolate, alguém há-de perceber...) consegue explicar-me como é que o moço perdeu dois combates e chegou ao sétimo lugar?
Ok, talvez seja melhor não explicarem. Prefiro ficar a saborear a melhor prestação portuguesa dos Jogos Olímpicos. Afinal, com duas derrotas, Pedro Póvoa deu dois pontos a Portugal na classificação final dos Jogos (melhor, só Vanessa Fernandes e Gustavo Lima). [NDR: as classificações olímpicas do 1º ao 8º posto recebem pontuações de oito até um ponto, respectivamente].
2. Na prova de maratona de águas abertas (natação), participou a sul-africana Natalie Du Toit. O extraordinário do facto é que Natalie é amputada (da perna esquerda) e se tornou na primeira mulher nessa condição a participar nos Jogos Olimpicos. Explicação extra: Natalie nadou dez quilómetros - a prova dura cerca de duas hora - só com uma perna, sem prótese, e ficou no 16º lugar, entre 25 participantes. Bónus: a portuguesa Daniela Inácio ficou em 17º.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
O ladrão é sempre o mais esperto
Caro leitor: se, ao abastecer o seu carro numa gasolineira do distrito de Leiria, lhe for pedido para pagar antes de colocar a bomba no depósito, não se admire. A culpa é do “mecânico ladrão”.
Há um homem que se mascara de mecânico e rouba gasóleo um pouco por todo o distrito de Leiria. O procedimento é simples: o indivíduo chega numa carrinha Kangoo branca, cuja matrícula foi roubada a um pombalense [Estranhamente, a matrícula não é francesa, apesar da quantidade de emigrantes que povoa a cidade em Agosto. É que, actualmente, há em Pombal cinco carros estrangeiros para cada viatura portuguesa. Não fiz as contas, mas tenho a certeza que é mais ou menos isto.], enche 10 ou 15 “jarricans” e vai embora, como se o serviço fosse gratuito. De vez em quando, o mecânico aparece de cabelo comprido; outras vezes, surge de cabeleira branca e óculos de massa. A carrinha, essa é sempre a mesma.
Ora, o que me surpreende nesta história não é a facilidade com que o ladrão rouba gasolina como se fosse ao quintal buscar um raminho de salsa, mas sim a forma astuta como a funcionária de uma gasolineira lidou com a situação. A senhora viu chegar um mecânico numa carrinha branca, juntou 2+2 e percebeu estar na presença do ladrão. Decidiu logo desmascará-lo. Como? Perguntando, com toda a delicadeza: “O senhor desta vez vai pagar o combustível que está a colocar aí nesses jarricans?”. Por esta é que o falso mecânico não esperava, de certeza.
Contudo, o engenho da funcionária não valeu de muito. É que o mecânico, para além de ser ladrão, é também mentiroso. Vejam bem: o homem disse que sim, que ia pagar a despesa; mas, mal a empregada se distraiu, acelerou dali para fora, tal como fizera nas outras vezes. Ora bolas! Não era de esperar tamanha ousadia! Perante a delicadeza da senhora, esperava-se sinceridade da parte do ladrão. Ele podia ter dito que não estava disposto a pagar pelo gasóleo. Com certeza, a funcionária ia compreender. Agora, mentir? Fugir mal a senhora vira costas?
Os ladrões são mesmo pessoas sem valores. Ou então são, simplesmente, mais espertos do que certas empregadas de gasolineira.
Há um homem que se mascara de mecânico e rouba gasóleo um pouco por todo o distrito de Leiria. O procedimento é simples: o indivíduo chega numa carrinha Kangoo branca, cuja matrícula foi roubada a um pombalense [Estranhamente, a matrícula não é francesa, apesar da quantidade de emigrantes que povoa a cidade em Agosto. É que, actualmente, há em Pombal cinco carros estrangeiros para cada viatura portuguesa. Não fiz as contas, mas tenho a certeza que é mais ou menos isto.], enche 10 ou 15 “jarricans” e vai embora, como se o serviço fosse gratuito. De vez em quando, o mecânico aparece de cabelo comprido; outras vezes, surge de cabeleira branca e óculos de massa. A carrinha, essa é sempre a mesma.
Ora, o que me surpreende nesta história não é a facilidade com que o ladrão rouba gasolina como se fosse ao quintal buscar um raminho de salsa, mas sim a forma astuta como a funcionária de uma gasolineira lidou com a situação. A senhora viu chegar um mecânico numa carrinha branca, juntou 2+2 e percebeu estar na presença do ladrão. Decidiu logo desmascará-lo. Como? Perguntando, com toda a delicadeza: “O senhor desta vez vai pagar o combustível que está a colocar aí nesses jarricans?”. Por esta é que o falso mecânico não esperava, de certeza.
Contudo, o engenho da funcionária não valeu de muito. É que o mecânico, para além de ser ladrão, é também mentiroso. Vejam bem: o homem disse que sim, que ia pagar a despesa; mas, mal a empregada se distraiu, acelerou dali para fora, tal como fizera nas outras vezes. Ora bolas! Não era de esperar tamanha ousadia! Perante a delicadeza da senhora, esperava-se sinceridade da parte do ladrão. Ele podia ter dito que não estava disposto a pagar pelo gasóleo. Com certeza, a funcionária ia compreender. Agora, mentir? Fugir mal a senhora vira costas?
Os ladrões são mesmo pessoas sem valores. Ou então são, simplesmente, mais espertos do que certas empregadas de gasolineira.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Glória portuguesa & debalde chinês
Hoje aconteceu algo extremamente irónico - e icónico - em Pequim.
- Uma nação rica em sonhos e pobre em heróis, conseguiu a sua primeira medalha desta edição dos Jogos Olímpicos. A prata conquistada por Vanessa Fernandes na prova feminina de triatlo é uma vitória francamente 'tuga'. Não só pelo espírito de sacríficio e humildade da atleta como, principalmente, pelos pormenores. Alguem reparou nos gritos de incentivo de Venceslau Fernandes para a filha, durante a prova - "Sofre, Vanessa!! Sofre!"? Há algo mais deliciosamente tuga do que isso?
Mais a sério, a miúda é grande - e como é estranho chamar miúda a alguém que acabou de sagrar vice-campeã olímpica - e tem razão quando admite que a prata lhe soube a ouro. Porque a Vanessa que nos épocas anteriores ganhava tudo não era a mesma desta temporada - desde a malfadada campanha da Phone-ix nunca mais foi a mesma. E para a Vanessa de 2008, uma medalha de prata já é um grande resultado, que, pela sensatez e humildade das suas palavras, nos faz sonhar com algo mais... "já" em 2012.
Além disso, ganhar uma medalha numa prova em que é preciso nadar, correr e pedalar durante não sei quantos quilómetros "é de homem"! Assim como "é de homem" lembrar a falta de ambição de certos e determinados olímpicos portugueses. Bem-hajas, Vanessa.
- Ao mesmo tempo, uma nação rica em ouros e glórias [pese embora todas as reticências a nível politico e social] viu falhar o herói em quem mais confiava. Liu Xiang, campeão mundial e olímpico dos 110 metros barreiras (e figura maior do desporto local), não aguentou a pressão de ser o único chinês candidato ganhar uma medalha de ouro no belo estádio olimpico "Ninho de Pássaro". Alegou uma lesão no tendão de Aquiles e tombou derrotado como o herói da mitologia grega, depois de atingido no calcanhar. Ao falhar onde não podia fazê-lo, pôs uma nação em amarga desilusão, a chorar a sua maior humilhação olímpica [como pode ler-se num belo artigo no DN de amanhã]. Em suma: por um dia os chineses sentiram-se portugueses.
PS: Daqui a poucas horas, Gustavo Lima poderá dar a segunda medalha a Portugal, na prova de Star (Vela). A suceder (assim espero), será uma vitória completamente diferente da de Vanessa. A triatleta de Perosinho (Gaia) tem um cariz eminentemente popular. Já o velejador, enquanto velejador e residente em Cascais - assim é - irá com certeza festejar com o Martins, Bernandos, Afonsos, Dinises e Zézinhos do post de baixo. :p
- Uma nação rica em sonhos e pobre em heróis, conseguiu a sua primeira medalha desta edição dos Jogos Olímpicos. A prata conquistada por Vanessa Fernandes na prova feminina de triatlo é uma vitória francamente 'tuga'. Não só pelo espírito de sacríficio e humildade da atleta como, principalmente, pelos pormenores. Alguem reparou nos gritos de incentivo de Venceslau Fernandes para a filha, durante a prova - "Sofre, Vanessa!! Sofre!"? Há algo mais deliciosamente tuga do que isso?
Mais a sério, a miúda é grande - e como é estranho chamar miúda a alguém que acabou de sagrar vice-campeã olímpica - e tem razão quando admite que a prata lhe soube a ouro. Porque a Vanessa que nos épocas anteriores ganhava tudo não era a mesma desta temporada - desde a malfadada campanha da Phone-ix nunca mais foi a mesma. E para a Vanessa de 2008, uma medalha de prata já é um grande resultado, que, pela sensatez e humildade das suas palavras, nos faz sonhar com algo mais... "já" em 2012.
Além disso, ganhar uma medalha numa prova em que é preciso nadar, correr e pedalar durante não sei quantos quilómetros "é de homem"! Assim como "é de homem" lembrar a falta de ambição de certos e determinados olímpicos portugueses. Bem-hajas, Vanessa.
- Ao mesmo tempo, uma nação rica em ouros e glórias [pese embora todas as reticências a nível politico e social] viu falhar o herói em quem mais confiava. Liu Xiang, campeão mundial e olímpico dos 110 metros barreiras (e figura maior do desporto local), não aguentou a pressão de ser o único chinês candidato ganhar uma medalha de ouro no belo estádio olimpico "Ninho de Pássaro". Alegou uma lesão no tendão de Aquiles e tombou derrotado como o herói da mitologia grega, depois de atingido no calcanhar. Ao falhar onde não podia fazê-lo, pôs uma nação em amarga desilusão, a chorar a sua maior humilhação olímpica [como pode ler-se num belo artigo no DN de amanhã]. Em suma: por um dia os chineses sentiram-se portugueses.
PS: Daqui a poucas horas, Gustavo Lima poderá dar a segunda medalha a Portugal, na prova de Star (Vela). A suceder (assim espero), será uma vitória completamente diferente da de Vanessa. A triatleta de Perosinho (Gaia) tem um cariz eminentemente popular. Já o velejador, enquanto velejador e residente em Cascais - assim é - irá com certeza festejar com o Martins, Bernandos, Afonsos, Dinises e Zézinhos do post de baixo. :p
domingo, 17 de agosto de 2008
De volta ao mundo real
Deixámos para trás um dos sítios em Portugal onde há mais Afonsos, Martins, Matildes, Bernardos, Dinis, Zezinhos e Pituxas (sim, ouvimos alguém chamar pelo nome Pituxa) por metro quadrado.
Para além de uma baía bonita e de uma praia óptima para descansar, descobrimos que as tias de Cascais não são uma invenção dos humoristas. Elas existem mesmo e obedecem a todos os estereótipos que conhecemos: tratam toda a gente (incluindo aos filhos) por você; têm aqueles tiques de fala do jet-set; vão para a praia de brincos e vestidos da moda; são anormalmente morenas; à noite parecem todas iguais, dentro dos seus vestidos curtos, em cima das sandálias em cunha e com os cabelos esticados até ao limite. Os homens, claro está, usam o pólo-marca-XPTO e aconchegam os ombros com uma camisolinha de malha cor-de-rosa.
Uma lição de vida que trouxemos, depois de apenas três dias fora do mundo real.
Ps. Os autores deste blog não têm nada contra os chamados “betos” e este post não pretende ser racista. Simplesmente, nunca tínhamos mesmo visto tanto “tio” junto.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Férias
Os mais revoltados já podem deixar aqui mensagens insultuosas, acusar os autores deste blog de fugir às responsabilidades e lançar pérolas do género "é por estas e por outras que o país não anda para a frente".
Merecemos.
Sim, é verdade. Ainda noutro dia nascemos, e já vamos de férias.
Voltamos a servir refeições de crepes lá para o fim-de-semana.
Merecemos.
Sim, é verdade. Ainda noutro dia nascemos, e já vamos de férias.
Voltamos a servir refeições de crepes lá para o fim-de-semana.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Medalheiro olímpico
Ao quarto dia, a China continua a dominar, Michael Phelps continua a deslumbrar,
Indonésia, Arménia, Taiwan, Argélia, Tajiquistão, Uzbequistão, Quirguistão ou Togo já ganharam medalhas.
"Portugal, Portugal, de que tu estás à espera?"
Indonésia, Arménia, Taiwan, Argélia, Tajiquistão, Uzbequistão, Quirguistão ou Togo já ganharam medalhas.
"Portugal, Portugal, de que tu estás à espera?"
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Os Xutos são grandes
Eu sei, não é novidade. Já toda a gente assistiu, pelo menos, a meia dúzia de concertos dos Xutos e Pontapés e conhece a energia que eles têm em palco. Mas a garra daqueles senhores – já entradotes, lembre-se – ainda me surpreende.
Ontem sentei-me na cama com o intuito de acabar a noite calmamente, a ler um livro (coisa que, infelizmente, tenho feito muito pouco ultimamente). No entanto, antes de iniciar a leitura, resolvi fazer zapping e deparei-me com a transmissão do concerto dos Xutos no Sudoeste. É verdade que as músicas são sempre as mesmas e que já as ouvi imensas vezes, mas não consegui resistir a toda aquela fúria em palco. O ambiente no festival parecia frenético. E eu, mesmo através da televisão, fiquei conquistada. O livro ficou para depois.
Ontem sentei-me na cama com o intuito de acabar a noite calmamente, a ler um livro (coisa que, infelizmente, tenho feito muito pouco ultimamente). No entanto, antes de iniciar a leitura, resolvi fazer zapping e deparei-me com a transmissão do concerto dos Xutos no Sudoeste. É verdade que as músicas são sempre as mesmas e que já as ouvi imensas vezes, mas não consegui resistir a toda aquela fúria em palco. O ambiente no festival parecia frenético. E eu, mesmo através da televisão, fiquei conquistada. O livro ficou para depois.
domingo, 10 de agosto de 2008
Imagens olímpicas
Após dois dias de Jogos Olímpicos o balanço parcial surge como uma antevisão provável do que se verá até ao fim: China e EUA na luta pelo domínio do medalheiro e os portugueses a desiludirem.
Ainda assim, já foi possível assistir a algumas momentos deliciosos, nas mais surpreendentes modalidades - e é por isso que os Jogos valem, aliás, é por isso que me dá um gozo brutal trabalhar nesta altura.
Exemplo: a primeira medalha de ouro da China, conquistada pela pequena Chen Xiexia, na prova de halterofilismo (-48kg). Atentem nas imagens: reparem como a jovem oriental parece grande e forte ao levantar heróicamente aqueles 212 quilos (sim 212). E como, depois de perceber que ganhou, desata a correr, saltar e abanar a cabeça, feita a menina de 24 anos (e menos de 48 quilos) que é na verdade. É um imagem bastante castiça. E é com estas imagens que se constroem os heróis olímpicos.
PS. Curiosidade do dia: O maior velho desportista a ganhar uma medalha foi o sueco Oscar Swahn que, aos 72 anos, conquistou a prata nos Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920). Quando era a prova? Tiro simples ao... veado.
Ainda assim, já foi possível assistir a algumas momentos deliciosos, nas mais surpreendentes modalidades - e é por isso que os Jogos valem, aliás, é por isso que me dá um gozo brutal trabalhar nesta altura.
Exemplo: a primeira medalha de ouro da China, conquistada pela pequena Chen Xiexia, na prova de halterofilismo (-48kg). Atentem nas imagens: reparem como a jovem oriental parece grande e forte ao levantar heróicamente aqueles 212 quilos (sim 212). E como, depois de perceber que ganhou, desata a correr, saltar e abanar a cabeça, feita a menina de 24 anos (e menos de 48 quilos) que é na verdade. É um imagem bastante castiça. E é com estas imagens que se constroem os heróis olímpicos.
PS. Curiosidade do dia: O maior velho desportista a ganhar uma medalha foi o sueco Oscar Swahn que, aos 72 anos, conquistou a prata nos Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920). Quando era a prova? Tiro simples ao... veado.
sábado, 9 de agosto de 2008
Silly Season II
O "Jornal da Noite", da Sic, tem uma nova rubrica. Chama-se qualquer coisa do género "as minhas férias" (confesso que não tenho a certeza do nome) e roça o jornalismo de referência, ao estilo daquele que é praticado no programa "Só visto", da Rtp.
Ora, se bem se lembra, caro leitor, todas as semanas o "Só Visto" apresenta (ou pelo menos apresentava) fotografias enviadas pelos telespectadores, onde anónimos e famosos posam com ar sorridente. No "Jornal da Noite", passa-se mais ou menos o mesmo, mas com fotografias tiradas em férias. A sucessão de imagens é acompanhada por uma narração, com observações sempre a puxar para a piadinha. E, voilà, assim se enchem mais cinco minutos de telejornal.
Agora, deixo aqui o desafio: façam um "mix" das regras destes dois programas e enviem para a Sic fotos das vossas férias, mas que incluam uma ou duas carinhas famosas. Era capaz de ser giro.
Ora, se bem se lembra, caro leitor, todas as semanas o "Só Visto" apresenta (ou pelo menos apresentava) fotografias enviadas pelos telespectadores, onde anónimos e famosos posam com ar sorridente. No "Jornal da Noite", passa-se mais ou menos o mesmo, mas com fotografias tiradas em férias. A sucessão de imagens é acompanhada por uma narração, com observações sempre a puxar para a piadinha. E, voilà, assim se enchem mais cinco minutos de telejornal.
Agora, deixo aqui o desafio: façam um "mix" das regras destes dois programas e enviem para a Sic fotos das vossas férias, mas que incluam uma ou duas carinhas famosas. Era capaz de ser giro.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Jogos Olímpicos
Durante as próximas duas semanas este que lhe escreve vai estar obcecado com os Jogos Olímpicos de Pequim. Por motivos profissionais ou pura viciação, estes posts poderão redundar em modalidades tão cativantes como a ginástica artística, o badminton ou o tiro com arco.
Por pura estupidez, poderei atentar em pormenores deliciosos como as penas ou volantes usadas numa partida de badminton e as suas características mais escabrosas: o leitor sabia que a base das penas é feita de cortiça, coberta com uma camada de couro de cabrito ? Ou que elas são compostas por 16 penas, todas de tamanho idêntico, tiradas das asas esquerdas de três gansos?
Ah pois é.
Porque os Jogos Olímpicos são uma coisa maravilhosa, logo a começar pela cerimónia de abertura, onde se vê todo o globo a desfilar no mesmo estádio, com os trajes mais fashion ou caricatos do mundo (atentem nos países africanos e oceânicos, por favor).
Porque são 16 dias recheados das maiores glórias, fracassos ou deliciosos fait-divers.
Por um rol infindável de razões - ou apenas porque sim - este que lhe escreve vai manter-se de olho em Pequim e, sempre que calhar, aqui virá mandar a sua laracha. Por isso, caro leitor, fique ligado.
Por pura estupidez, poderei atentar em pormenores deliciosos como as penas ou volantes usadas numa partida de badminton e as suas características mais escabrosas: o leitor sabia que a base das penas é feita de cortiça, coberta com uma camada de couro de cabrito
Ah pois é.
Porque os Jogos Olímpicos são uma coisa maravilhosa, logo a começar pela cerimónia de abertura, onde se vê todo o globo a desfilar no mesmo estádio, com os trajes mais fashion ou caricatos do mundo (atentem nos países africanos e oceânicos, por favor).
Porque são 16 dias recheados das maiores glórias, fracassos ou deliciosos fait-divers.
Por um rol infindável de razões - ou apenas porque sim - este que lhe escreve vai manter-se de olho em Pequim e, sempre que calhar, aqui virá mandar a sua laracha. Por isso, caro leitor, fique ligado.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
os mestres e o meu micra
Hoje dei comigo a pensar que o meu carro tem qualquer coisa. Qualquer coisa, não sei. Deve atrair charlatães. Passo a explicar: ultimamente, tem sido frequente encontrar papéis com publicidade a “professores” e “mestres” do oculto nos vidros do meu carro. Até aqui tudo bem. Eles estão por toda a parte. O problema é que começo a achar que SÓ põem estes papéis no meu querido micra. Ainda hoje, no meio de dezenas de carros estacionados junto a um supermercado de nome francês, o meu era o único que tinha um papelinho branco a anunciar os préstimos do “Professor Djabi”. E não se pense que foi por outros carros terem chegado depois da passagem do senhor Djabi: o carro que estava ao lado do meu foi estacionado precisamente na mesma altura que o meu micra. Mas era um focus. Se calhar os mestres do oculto acham que os proprietários de carros como um Ford focus não caem na tanga deles. Os donos dos micras são mais susceptíveis , devem achar eles. E toca a pôr publicidade.
O certo é que, depois de tanto papel que me veio parar à mão e foi directamente para o lixo, dei comigo a ler até ao fim a missiva do mestre Djabi. Fiquei a saber que ele é um “grande médium vidente”, “especialista em todos os trabalhos ocultos”. Faz tudo, portanto. Deve ser uma espécie de canivete suíço. E mais: “resultados em apenas 7 dias”.
Isto quer dizer que, daqui a sete dias, o mundo poderia ser um lugar perfeito, se as pessoas dessem mais atenção ao mestre Djabi. Amor, sexo, fidelidade, “atracção de clientela para comerciantes”, concursos, exames, doenças desconhecidas. Ele resolve tudo. Ah, e nem é preciso ir ao consultório, uma simples carta chega para o professor resolver a situação. Lembram-se do génio da lâmpada mágica e do Pai Natal? Este professor funciona mais ou menos assim, só é preciso pagar no final.
Mas, como há poucos micras de ar pobretanas a circular por aí, eu sou das poucas pessoas que tem o contacto do mestre. Muahahahahah! A minha vida vai mudar! Vou já escrever-lhe a fazer os meus pedidos!
O certo é que, depois de tanto papel que me veio parar à mão e foi directamente para o lixo, dei comigo a ler até ao fim a missiva do mestre Djabi. Fiquei a saber que ele é um “grande médium vidente”, “especialista em todos os trabalhos ocultos”. Faz tudo, portanto. Deve ser uma espécie de canivete suíço. E mais: “resultados em apenas 7 dias”.
Isto quer dizer que, daqui a sete dias, o mundo poderia ser um lugar perfeito, se as pessoas dessem mais atenção ao mestre Djabi. Amor, sexo, fidelidade, “atracção de clientela para comerciantes”, concursos, exames, doenças desconhecidas. Ele resolve tudo. Ah, e nem é preciso ir ao consultório, uma simples carta chega para o professor resolver a situação. Lembram-se do génio da lâmpada mágica e do Pai Natal? Este professor funciona mais ou menos assim, só é preciso pagar no final.
Mas, como há poucos micras de ar pobretanas a circular por aí, eu sou das poucas pessoas que tem o contacto do mestre. Muahahahahah! A minha vida vai mudar! Vou já escrever-lhe a fazer os meus pedidos!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
|férias|
terça-feira, 5 de agosto de 2008
mulheres
as mulheres não precisam de uma boa razão para estar mal-humoradas. ficam irritadas com a vida e com o mundo e com as pessoas que as rodeiam [ponto] quando for altura de passar, voltam a sorrir. não vale a pena tentar acelerar o processo, ou sequer fazer um esforço para as compreender. na maioria dos casos, nem elas se compreendem a si mesmas.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Declaração de interesses
"Medo, eu? Eu até tenho um comunista em casa! Achas que tenho medo?!"
Toni, há dias, no Conta-me como Foi.
Toni, há dias, no Conta-me como Foi.
domingo, 3 de agosto de 2008
Os 13 mandamentos do jornalista
1. Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental, pelo que não vais ver o teu filho crescer.
2. Não terás feriados, fins-de-semana ou qualquer outro tipo de folga.
3. Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como os outros, terás úlcera, princípio de enfarte e stress em alto nível.
4. A pressa será a tua única amiga e as tuas refeições principais serão lanches na padaria da esquina, pizzas ou uma coxa de frango comprada na churrascaria ao pé do jornal.
5. Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
6. A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.
7. Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
8. Trabalho será o teu assunto preferido, talvez o único.
9. A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína vai deixar de te fazer efeito.
10. Terás sonhos com fechos de edição, palavras mal escritas, reclamações de leitores e gritos ao telefone dos teus chefes. E, não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.
11. Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectivas de melhoria e não receberás elogios dos teus superiores e dos teus leitores
12. Exibirás olheiras como troféus de guerra.
13. E, o pior… Inexplicavelmente gostarás de tudo isto…
2. Não terás feriados, fins-de-semana ou qualquer outro tipo de folga.
3. Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como os outros, terás úlcera, princípio de enfarte e stress em alto nível.
4. A pressa será a tua única amiga e as tuas refeições principais serão lanches na padaria da esquina, pizzas ou uma coxa de frango comprada na churrascaria ao pé do jornal.
5. Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
6. A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.
7. Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
8. Trabalho será o teu assunto preferido, talvez o único.
9. A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína vai deixar de te fazer efeito.
10. Terás sonhos com fechos de edição, palavras mal escritas, reclamações de leitores e gritos ao telefone dos teus chefes. E, não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.
11. Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectivas de melhoria e não receberás elogios dos teus superiores e dos teus leitores
12. Exibirás olheiras como troféus de guerra.
13. E, o pior… Inexplicavelmente gostarás de tudo isto…
sábado, 2 de agosto de 2008
Leituras de Verão
"A minha mulher" é uma interessante pintura da Rússia do século XIX, de leitura agradável e sagaz retrato de costumes. Mas é também a prova de que Tchékov nascera, de facto, para escrever textos dramáticos.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Sempre a aprender...
Hoje estive, em trabalho, na apresentação de um Festival de Doçaria Conventual. Descobri algumas coisas engraçadas, que se calhar até são óbvias, mas nas quais nunca tinha pensado.
1. As biscoitos do Louriçal (que depois passaram também a ser feitos em forma de rosquilha - sim, aquela coisa estranha que eu costumava levar para Coimbra) foram criados pelas Irmãs Clarissas do Louriçal. A freiras criaram um "doce" de composição simples (farinha, azeite, fermento, sal e água), que se encaixava na sua filosofia de vida e votos de pobreza. O certo é que os biscoitos e as rosquilhas são bons e algumas padarias já os comercializam bem caros!
2. As hóstias são feitas com claras de ovos. Ora, sempre pensei que as hóstias fossem apenas farinha e água, mas parece que não. Segundo umas notas distribuídas hoje à imprensa, "a doçaria conventual tem origem na necessidade das freiras em aproveitar as gemas que sobravam após fazerem as hóstias apenas com claras".
3. A mais surpreendente: as freiras utilizam clara de ovo para engomar os seus hábitos. Ainda não consegui perceber bem como fazem, mas devem gastar muitos ovos...
1. As biscoitos do Louriçal (que depois passaram também a ser feitos em forma de rosquilha - sim, aquela coisa estranha que eu costumava levar para Coimbra) foram criados pelas Irmãs Clarissas do Louriçal. A freiras criaram um "doce" de composição simples (farinha, azeite, fermento, sal e água), que se encaixava na sua filosofia de vida e votos de pobreza. O certo é que os biscoitos e as rosquilhas são bons e algumas padarias já os comercializam bem caros!
2. As hóstias são feitas com claras de ovos. Ora, sempre pensei que as hóstias fossem apenas farinha e água, mas parece que não. Segundo umas notas distribuídas hoje à imprensa, "a doçaria conventual tem origem na necessidade das freiras em aproveitar as gemas que sobravam após fazerem as hóstias apenas com claras".
3. A mais surpreendente: as freiras utilizam clara de ovo para engomar os seus hábitos. Ainda não consegui perceber bem como fazem, mas devem gastar muitos ovos...
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