quinta-feira, 31 de julho de 2008

Silly season?

O que dizer quando, após ler o jornal do dia, não se encontra um único tema interessante ou importante a ponto de ser comentado neste espaço?

ps: Já agora, em que mundo é que vivemos quando Julho se despede com céu lúgubre e chuva miudinha?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

afinal os filmes podem tornar-se realidade

Nova Iorque. 9h30 da manhã. Metro lotado. Patrick Moberg vê a mulher dos seus sonhos. Era ela, bastou um olhar para perceber. Uma visão curta, já que a rapariga rapidamente se perdeu na múltidão do metro.

Este podia ser o início de um qualquer filme lamechas hollywoodesco. O final era óbvio: o rapaz faria tudo para encontrar a menina, conheciam-se, casavam e viviam felizes para sempre.
Na vida real, as coisas seriam diferentes: provavelmente, o rapaz nunca mais ia ver a moça, esquecia-se dela passado poucas horas e, daí a dias, voltava a encontrar a mulher dos seus sonhos num qualquer espaço público.

No entanto, há tontos para tudo. Um americano encontrou a rapariga da sua vida no metro, desenhou-a, e colocou o esboço numa página da internet criada propositadamente para o efeito. Bastaram 48 horas para para Patrick Moberg localizar a sua deusa.

Sim, o mundo é pequeno.
Sim, vivemos numa espécie de big brother constante.
Sim, na internet "tem tudo".

Mas... sou só eu a pensar que o senhor pode ter localizado a pessoa errada e nem se ter apercebido? Afinal, ele viu-a por breves instantes e deve haver centenas de pessoas que se assemelham ao desenho. Uma qualquer cibernauta pode ter achado que era a sua oportunidade de "desencalhar" e fingido ser e menina do metro. O rapaz - que não deve regular muito bem, para encontrar a mulher dos seus sonhos a qualquer esquina - nem duvidou.

Estes americanos andam a ver filmes a mais.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ganhar um concurso na secretaria?

A história vem no Diário de Notícias de hoje e é assaz curiosa: um antigo concorrente do Quem Quer Ser Milionário processou a produtora do concurso televisivo por causa de ter perdido após dar uma resposta que considerava acertada.

A questão era ambígua qb – havia várias respostas eventualmente certas – e o tribunal não deu razão ao participante.

Mas esta inovação “futebolística” de recorrer à justiça para contestar um mau resultado num concurso televisivo deixou-me a pensar. O que é que se seguirá?

- Um concorrente do Sabe mais que um miúdo de dez anos? a processar o desgraçado petiz que não o conseguir ajudar na resposta à questão “Qual o osso do pulso com nome de electrodoméstico?”?

- Um participante de um reality show a tentar ganhar a vitória na “secretaria”, porque o Tó Jó estava inscrito irregularmente e a Carla Cristina falhou um controlo anti-doping?

- Ou mesmo uma superstar da Operação Triunfo a meter uma providência cautelar que revogue asvotações do público, porque… hum… apenas porque sim?

Não sei, mas este caso abre todo um mundo novo de hipóteses futuras. Espero ansiosamente por qualquer uma delas.

PS: Aqui para nós: se calhar o moço até tinha razão para afirmar a validade da sua resposta, mas se tivesse lido bem os papelinhos que assinou saberia que a ida a tribunal de nada lhe valeria.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

eu, fotógrafa

Não percebo nada de fotografia, mas foi giro estar com a máquina apontada aos cantores mesmo à beirinha do palco. É certo que a maioria das fotos estão más - deve ser das luzes e da qualidade de máquina, com certeza - mas foi uma experiência engraçada.

Gosto da expressão do Palma na primeira foto. Um sorrisinho alcoolizado.

















domingo, 27 de julho de 2008

(interlúdio)

Nunca precisara de tomar nota para não se esquecer das coisas, mas naquela noite sentiu necessidade de rabiscar nas paredes espessas. A palavra escrita parecia-lhe agora o único veículo seguro. O único caminho para a imortalidade. Ou para algo menos terreno. E suavemente começou a traçar linhas a vermelho, como faca na veia, em letras disformes, tremidas mas seguras,

Pelo madrugada, sem dobrarem sinos pela sua morte, já tombara desfalecido.

Nas paredes da cela, a vermelho sangue: LIBERDADE.

sábado, 26 de julho de 2008

Recebi em casa uma espécie de curso rápido de orações da Igreja Católica. Uma cartilha com noções básicas, do género “aprenda a falar inglês em dois dias”. Grátis. Um curso que nenhum elemento do meu agregado familiar solicitou mas que apareceu pela mão do correio, dentro de um envelope comum, onde no “para” figurava o nome completo do meu pai e a nossa morada correcta. Onde é que foram buscar estes dados? Quem foi a alma bem-intencionada que ofereceu este curso? Não faço ideia.

O envelope trazia um livrinho-cábula de orações e um terço, que deve estar incluído no pacote do curso. O livro é pequenino mas está lá tudo, do Pai Nosso à Salvé Rainha, dos Mistérios Luminosos aos Mistérios Dolorosos (o que é isso?). Mais: foi com este livrinho – e apesar de ter frequentado a catequese durante (demasiados) anos – que aprendi a rezar o terço. Quer dizer, ainda não experimentei, mas pelo menos já sei a teoria. Não parece difícil:




As testemunhas de Jeová costumam tocar às campainhas para anunciar a Palavra. A igreja Católica decidiu seguir as pisadas da concorrência, mas foi mais matreira. É que, quando nos tocam à campainha, podemos largar um “não estou interessada, obrigada” ou um “estava mesmo para sair, estou com muita pressa” pelo intercomunicador. Às cartas, não há como dizer que não. Aparecem no meio das facturas da água e da luz, com ar sério, e, pimba, quando damos por nós já estamos de terço na mão a tentar perceber porque é que o Rosário é a oração da paz. Quem disse que a Igreja não percebe de marketing?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Template editorial

Não é por acaso que este blog surge alinhado à esquerda,

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nascimento

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008. 1 hora e vinte minutos. A blogosfera está mais rica, com o nascimento de Beethoven de Chocolate. O blog que promete revolucionar o ciberespaço e cativar milhares de leitores. O blog que, em poucos dias, se tornará numa referência nas áreas de política, cultura e parvoíce. O blog que junta dois importantes cronistas portugueses.

Não é nada disto.

Sim, Beethoven de Chocolate viu a luz da internet pela primeira vez à 1h20 do dia 24 de Julho. Tudo o resto são meros devaneios (exceptuando, talvez, a parte da parvoíce). Na verdade, este é apenas um projecto de duas pessoas que gostam de escrever mas são demasiado preguiçosas para conseguirem manter, sozinhas, um blog activo.

Prometemos actualização diária, mas sabemos que as promessas são feitas para não se cumprir. De resto, vamos apenas escrever ao sabor da vida, da música e do tempo livre.
Temos apenas uma certeza: ambos gostamos de crepes de chocolate.