domingo, 24 de agosto de 2008

Adeus olímpico

Os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 chegaram hoje ao fim com dois homens e uma nação a entrarem para a história. O maior atleta olímpico de sempre (Michael Phelps) e o homem mais rápido do Mundo (Usain Bolt) foram as duas grandes figuras dos Jogos e só não assumiram maior protagonismo porque Pequim assistiu também à afirmação da China como novo potência desportiva. Uma afirmação conseguida à custa de modalidades que no Ocidente são consideradas menores (ginásticas, ténis de mesa ou halterofilismo) é certo, mas mais uma prova do expansionismo do império do Meio, em vias de tornar-se a maior potência económica, desportiva - e quiçá política e militar - do Mundo.

Quanto à prestação desportiva portuguesa, julgo que fica bem resumida neste curto texto que fiz há pouco para o DN:
"Apesar das duas medalhas e sete diplomas, não há como fugir-lhe: a prestação portuguesa em Pequim ficou àquem das expectativas.
O líder do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, apostara na conquista de quatro (ou cinco) medalhas e de 60 pontos. A representação lusa ficou-se por menos de metade. Nelson Évora e Vanessa Fernandes cumpriram o esperado e Gustavo Lima ficou muito perto. De resto, houve surpresas na marcha e no remo e Pedro Póvoa (taekwondo) até foi 7º, apesar de não vencer qualquer combate. No judo e na vela, quase todos ficaram em posições cimeiras (top-12), mas falharam na aproximação às medalhas - Telma Monteiro à cabeça.
De resto, o currículo de Naide Gomes (campeã da Europa em 2006) e João Costa (nº 1 do Mundo em pistola livre) prometia mais do que a eliminação precoce. No atletismo, o grosso da comitiva ficou àquem dos máximos pessoais; na natação salvaram-se alguns recordes".

Já a inexperiência mediática / soninho de Marco Fortes ou o comportamento "político" vergonhosos de Vicente Moura são contas de outro rosário.

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