Mais de 1700 portugueses gostavam que o actual hino nacional fosse substituído pela canção "Movimento Perpétuo Associativo", dos Deolinda. A petição está online e pode ser assinada aqui.
Razões para mandar “A Portuguesa” para a reciclagem? Os autores da petição defendem que “o tempo dos ‘heróis do mar’ já lá vai há muito”; e que “os portugueses já não são um ‘nobre povo’, nem uma ‘nação valente’”. Em suma: “não faz sentido mantermos um hino que reflecte um nacionalismo tacanho e bélico […] e que está completamente desactualizado e desfocado da realidade do país”.
A letra de “Movimento Perpétuo Associativo” está muito mais próxima daquilo que é o pensamento português. Basta confrontar os primeiros e últimos versos da canção:
“Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!
e
“Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...”
Naturalmente, tudo isto não passa de uma brincadeira. As 1700 pessoas que assinaram a petição não querem mesmo trocar “A Portuguesa” pelo “Movimento Perpétuo Associativo”. Trata-se apenas de uma piada e de uma forma de alertar para a necessidade de mudança de mentalidades do país. E, de facto, parece que a graçola é mais que justificada. Segundo Nuno Markl, já há por aí muita gente indignada, que anda a enviar mensagens carregadas de ira aos subscritores da petição. Parece que há pessoas que consideram a petição uma piada de mau gosto e defendem com unhas e dentes a dignidade d’A Portuguesa”.
Se o caro leitor for uma dessas pessoas de sentido de humor limitado, pode aproveitar para desabafar já aqui, porque, obviamente, eu também assinei a petição. É no final deste texto, onde diz “0 chocolates”. Não se acanhe.
(nunca é demais salientar: os Deolinda são mesmo um dos projectos musicais mais interessantes e geniais dos últimos tempos, catano!)
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário