quarta-feira, 10 de setembro de 2008

(António) Marinho (e) Pinto

O actual Bastonário da Ordem dos Advogados tem uma relação algo estranha com o seu nome próprio. Não é nada que tenha descoberto só agora mas, esta amanhã, ao vê-lo no programa “Fátima”, lembrei-me desta velha questão. O que se passa é o seguinte:

1. Eu tive um professor de Direito da Comunicação chamado António Marinho Pinto. Esse professor era também advogado e jornalista. Contudo, enquanto jornalista, o meu professor respondia apenas por António Marinho.
2. A certa altura, surgiu a dúvida: o nome correcto do professor, advogado e jornalista seria António Marinho Pinto ou António Marinho e Pinto? A dúvida nunca foi esclarecida e deve continuar a atormentar alguns jornalistas. É que, quando o meu professor foi eleito Bastonário, houve jornais que lhe chamaram Marinho Pinto e outros que preferiram a designação Marinho e Pinto.
3. Em 2007, o meu professor colaborou com a revista Via Latina (cuja direcção eu integrava). Surpresa: o texto vinha assinado por um tal de A. Marinho e Pinto, advogado e ex-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados.
4. Hoje, Fátima Lopes anunciou a entrada do (pelos vistos, habitual) comentador do programa, António Marinho.

Afinal, em que é que ficamos? Será uma espécie de nome artístico, uma forma de ele próprio distinguir os cargos que ocupa? Nesse caso será algo do género:
- António Marinho Pinto, o professor que recorre sempre ao exemplo "a SMF furtou um queijo"* e, para alguns jornalistas, Bastonário
- António Marinho e Pinto, o advogado e, para outros jornalistas, Bastonário
- António Marinho, o jornalista e estrela do horário da manhã da televisão portuguesa
- A.Marinho e Pinto, o ex-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados que, gentilmente, colabora com as revistas da estudantada


* Explicação para quem não viveu a experiência de ter uma ou duas aulas com Marinho Pinto: na maioria das vezes em que o meu professor queria explicar a aplicação prática de uma qualquer lei, recorria ao exemplo (fictício) da pessoa X (nome de um dos elementos da turma), que, na véspera daquela aula, tinha furtado um queijo.

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