segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Paralímpicos II

RMS sugeriu aos dois leitores do beethoven-de-chocolate que pesquisassem no site que tem todos os vídeos do mundo (e um ou outro de Marte) pelo momento do acender da pira olímpica. Ora, como não queremos aborrecer o leitor com pesquisas que se podem revelar demoradas, hoje colocamos aqui o vídeo. Veja e diga de sua justiça.



RMS insinuava também desconhecer as regras do Boccia. Parece-me que estou em condições de as explicar. Não, caro leitor, os papéis não se inverteram: o especialista em desporto aqui do estaminé continua a ser RMS; a ignorante em tudo o que envolve esforço físico continuo a ser eu. Contudo, sou curiosa e, já antes de RMS ter lançado a questão aqui no beethoven, me tinha informado sobre as especificidades do Boccia. Afinal, até é fácil: os atletas - que têm todos paralisia cerebral ou doenças neuro-musculares e estão em cadeiras de rodas - atiram uma bola branca para o chão. Depois, atiram outras bolas vermelhas, de pele, que têm de ficar o mais próximo possivel do alvo (a bola branca). Ganha mais pontos quem conseguir colocar mais bolas vermelhas perto da branca. O Boccia pode ser praticado individualmente, a pares, ou em equipas de três elementos.

Resta-me acrescentar que, nos jogos de Atenas, em 2004, Portugal ganhou seis medalhas no Boccia. Seis, caro leitor. Num só ano, numa só modalidade. Parece que os atletas paralímpicos preferem concentrar-se realmente na modalidade em que participam, em vez de lutar pela medalha de melhor desculpa (lembram-se?)

Este ano, os atletas de boccia continuam no bom caminho: João Paulo Fernandes, António Marques e Mário Peixoto já garantiram a presença nas meias-finais.

Os autores do Beethoven-de-chocolate gostam de pensar que são lidos em todo o mundo e, por isso, deixam aqui uma mensagem de boa sorte para estes três atletas do Boccia e para todos os outros paralímpicos portugueses.

Toda a actualidade sobre os Paralímpicos passará por aqui, nos próximos dias, com quem sabe do assunto. Não me vou intrometer mais em temáticas alheias, mas estou certa que RMS se vai empenhar em contar ao leitor tudo o que se passa em Beijing.

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