A época balnear acaba amanhã e eu descobri hoje que já tenho saudades da praia que quase não tive. Vou continuar a ter o mar a cinco minutos de distância, é certo. Vou continuar a passear pela praia, com certeza. Mas, a partir do Outono, o areal deixa fugir a (por vezes excessiva) alegria que o povoa na época balnear e torna-se num local nostálgico, propício a reflexões mais ou menos pertinentes e a buscas no baú das memórias.
Acabaram-se as longas conversas estendidas numa toalha soalheira, os passeios à beira-mar com os pés debaixo do oceano, os mergulhos na espécie de arca frigorífica que é o Atlântico. Acabaram-se as esplanadas alimentadas a tremoços, pevides e caju, e regadas a finos. Acabaram-se os gelados à beira mar. Os “avecs” foram-se embora das praias do concelho da Figueira da Foz e aposto que os “tios” de Cascais também já deixaram S. Martinho do Porto.
E eu, que já deixei de fazer praia de biquíni e protector solar há um mês, dava tudo para fugir a esta melancolia que me assola e refugiar-me num qualquer paraíso tropical, para desfrutar das férias que não tive (e não vou ter), na companhia que me faz falta.
domingo, 14 de setembro de 2008
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