quarta-feira, 3 de setembro de 2008
| interlúdio |
Era um homem esguio. Gostava de música clássica, lia Dostoievski, comia brioches. Naquele dia ouviu a canção da canção da lua. "A vida é esta merda, dela só o cheiro se herda, trocamos os sonhos por qualquer porcaria". Não podia deixar de pensar na certeza da letra. Mas as palavras já lhe saiam em soluções vulcânicos: "Hoje a perdição será a busca da eternidade. Partamos, sem razão aparente, rumo ao desconhecido. Aqui nada se aprende. Do restolho humano nada sobra senão sangue, sémen, suor e corpos putrefactos. Já nós seremos eternos".
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